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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O SIGNIFICADO DA NOVA JERUSALÉM
"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ómega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte" (Apoc. 21:1-8).

Esta visão de João continua a série de visões ("Vi") que começaram com a do segundo advento em Apocalipse 19:11. Alguns inclusive consideram Apocalipse 21:1-8 como "a parte mais importante de seu livro".

Apocalipse 20 e 21 estão unidos por muitos elos. Ambos falam de "céu e terra" (20:11; 21:1), do "mar" (20:13; 21:1), do "livro da vida" (20:12; 21:17), do "trono" de Deus (20:11; 21:3), da "segunda morte" (20:14; 21:8) e do "lago de fogo" (20:15; 21:8). Estas conexões confirmam que a visão da Nova Jerusalém é a culminação da longa cadeia de visões que aparecem em Apocalipse 19:11 a 21:8. Em outras palavras, a visão de "um novo céu e uma terra nova" (21:1). Segue à segunda vinda de Cristo (19:11-16) e ao milénio.

A descida da presença constante de Deus sobre a terra renovada é o propósito do plano de Deus e dos seus juízos sobre a humanidade pecadora. Por conseguinte, a visão de Deus morando com os homens em Apocalipse 21:1-8 forma o ponto culminante de todas as visões anteriores de João, e a consumação da esperança dos mártires. A inspiração do Espírito Santo, os dois últimos capítulos de seu livro [o de João] formam o cântico mais sublime.

Agora João recebe visões repetidas da Nova Jerusalém (Apoc. 21:1-8, 10-27; 22:1-6), que revelam progressivamente o esplendor da cidade de Deus. O fato de que João volta a ouvir a voz de Deus desde trono ordenando que escrevesse palavras que são "fiéis e verdadeiras" (21:5) é significativo. Desta maneira Deus autentica a veracidade do que João viu. As palavras de Deus estão formuladas nas promessas do Antigo Testamento que eram familiares ao povo de Israel. João usa estas alusões para enfatizar a continuidade do pacto de Deus. Destaca o seu compromisso repetindo sete vezes que Deus e o Cordeiro estão unidos inseparavelmente com a Nova Jerusalém (21:9, 14, 22, 23, 27; 22:1, 3). Dessa maneira, João transmite que as suas visões da Nova Jerusalém são em essência diferentes da esperança nacional judaica do seu tempo. A sua esperança futura se centra em Cristo Jesus e no seu povo universal.

Ao adoptar a linguagem gráfica de Isaías e Ezequiel, João descreve a realidade indescritível do céu... o quadro mais detalhado que alguma vez se deu na Escritura da realidade incomparável que Deus preparou para seus filhos.

O Significado Religioso de Jerusalém no Antigo Testamento
Os nomes de Jerusalém e o monte Sião são usados em forma sinónima no Antigo Testamento (ver Miq. 3:12; 4:8; Isa. 10:12). Jerusalém devia a santidade ao traslado que fez David da arca de Jeová, o símbolo do trono de Deus ao monte Sião (2 Sam. 6; Sal. 132:13-16). Sião funcionou como o centro da inspiração, salvação e adoração divinas (vejam-se os salmos 46, 48, 76). O Salmo 46 não glorifica a Jerusalém em si, excepto como o lugar onde Deus mora:
"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações... Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã" (Sal. 46:1, 4, 5).

O Salmo 46 termina com uma perspectiva escatológica da majestade de Deus:
"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra" (Sal. 46:10).

Espraiando-se sobre esta esperança paradisíaca, o salmista descreve a Jerusalém em termos ideais: "Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo" (Sal. 46:4). Como pôde o salmista dizer que Jerusalém tinha um "rio" quando não possui nenhum arroio, excepto um pequeno manancial perto de Giom? (ver 1 Reis 1:33, 38). Sua visão percebeu o tempo de salvação messiânico.

Vários profetas também descreveram Jerusalém escatológica como possuindo uma ligação com o marco do paraíso restaurado (ver Isa. 33:21; 35:6, 7; Joel 3:18; Ezeq. 47:1-12; Zac. 14:8). Dessa maneira, a cidade histórica de David chegou a ser na "teologia de Sião" de Jerusalém um símbolo da esperança escatológica, um tipo profético do reino messiânico. Dois profetas fizeram de Jerusalém a parte central do seu panorama futuro e portanto merecem a nossa atenção.

Ezequiel mostrou que Deus não estava atado incondicionalmente a Jerusalém, mas que a julgaria por sua apostasia religiosa, moral e social (Ezeq. 8-11). Deus abandonaria o templo e voltaria só para um Israel renovado moralmente (36:24-28; 37:26, 27), promessa que se amplia na descrição do novo templo em Ezequiel 40 a 48. Esse templo da visão de Ezequiel é de origem divina. É uma realidade celestial criada pelo próprio Jeová e transplantada para permanecer na terra. Virá à terra só quando o Israel de Deus seja purificado e quando o Messias tenha vindo a Israel (37:24, 25). A característica do novo templo será um rio doador de vida fluindo debaixo do templo (47:1-12). Esta característica forma um elo com o jardim do Éden (ver Gén. 2:8-14).

Isaías viu, na sua perspectiva profética, como os gentios irão à Nova Jerusalém com a confissão religiosa: "Só contigo está Deus, e não há outro que seja Deus" (Isa. 45:14; cf. 1 Cor. 14:25). Tudo estará unido por sua fé messiânica antes que por laços étnicos ou políticos. Isaías emprega os símbolos das pedras preciosas e jóias resplandecentes para descrever a beleza de seus muros e portas (Isa. 54:12), desenho que evoca a volta da opulência paradisíaca (ver Ezeq. 28:11-15; Isa. 51:3). Embora isto assinale uma qualidade transcendente da Nova Jerusalém, não há indicação em Isaías de que esta cidade tenha uma origem extraterrestre. A sua glória sobrenatural emana da presença de Deus. A essência de seu atractivo único não é tanto a sua beleza externa como a promessa de que Jeová voltará e de novo estará unido ao seu povo (Isa. 60:1, 2, 19; 62:11).

Portanto, a cidade recebe um nome novo (Isa. 62:2). Já não necessitará mais a luz do sol ou a da lua, porque "o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória" (60:19; cf. Apoc. 21:23; 22:5). Isaías mescla seu conceito da Sião do tempo do fim com seu motivo de uma nova criação usando as cores realistas de um paraíso terrestre (Isa. 65:17-25). Embora tenha anunciado mais explicitamente que nenhum outro profeta a criação de "novos céus e terra nova" (v. 17), esta descrição poética da Jerusalém renovada permanece em continuidade com o contexto histórico (v. 20). Permanece como uma realidade terrestre embora transformada. Sua bênção mais rica não será a longevidade ou a prosperidade, a não ser a presença de Jeová para responder suas orações (v. 24). Mas também estará presente o Messias, porque terá chegado o jubileu messiânico (61:1-3, 10; cf. Luc. 4:17-21).

Por esta análise breve do panorama profético de Jerusalém que temos nos salmos, no Isaías e no Ezequiel, sabemos que a cidade de Jerusalém desempenha o papel de tipo de uma Jerusalém futura e mais gloriosa. No Apocalipse de João vemos como se cumprirá esta promessa, muito além das expectativas dos profetas hebreus, na Nova Jerusalém de Apocalipse 21 e 22.
Depois de tudo, a Nova Jerusalém desce de cima, como uma criação nova de Deus, e por conseguinte será completamente diferente da velha Jerusalém.

Esperanças Judaicas Durante o Período Intertestamentário
Muito pouco tempo depois da revoltados macabeus (168-164 a.C.), os "sonhos-visão" do Apocalipse do “profeta” Enoc, escrito por volta dos anos 165-161 a.C., predisseram que com a aparição do Messias e a ressurreição dos justos mortos se construiria uma Nova Jerusalém, "uma casa nova, maior e mais alta que a primeira, e a pôs no lugar da que tinha sido recolhida" (1 Enoc 90:29).(6) Alguns escritos apocalípticos judeus depois de 70 d.C. expressaram a esperança de uma Nova Jerusalém "preparada antes", quando Deus decidiu criar o paraíso (2 Baruc 4:3).7 "Aparecerá a esposa como uma cidade e se verá a terra que está actualmente oculta... Com efeito, se manifestará meu Filho o Messias com os que estão com ele, e encherá de gozo os (justos) que sobrevivam durante quatrocentos anos" (4 Esdras 7:26-28).(8)

Aparentemente, alguns conciliábulos de judeus piedosos contavam com que Deus tinha "preparado e edificado" (4 Esdras 13:36) uma Sião ou Nova Jerusalém no céu que desceria à terra com o amanhecer do novo mundo. O autor do livro Apocalipse Eslavónico de Enoc (2 Enoc 55:2), também afirmou que a Nova Jerusalém estava situada no céu.

A literatura rabínica não continuou com estas expectativas judaicas, excepto na época posterior dos Midrash. Os rabinos em general acreditavam que imediatamente depois do juízo dos ímpios, Deus ou o Messias edificariam uma Nova Jerusalém sobre a terra.

As portas e as muralhas da Nova Jerusalém seriam construídas com safiras e com pedras preciosas e as suas ruas com puro mármore branco (Tobias 13:16, 17). A cidade seria tão grande, que as suas grandes muralhas se estenderia tão longe como Jope ou Damasco para albergar a "a raça celestial dos judeus bem-aventurados" no futuro (Oráculos sibilinos 5:250-252).(12) Deus viveria na cidade que levaria o nome de Deus. A característica central desta Jerusalém reconstruída seria o novo templo. Para o pensamento judeu, era completamente patente que a Nova Jerusalém não careceria de templo. A declaração do vidente cristão, 'e não vi nela templo' (Apoc. 21:22) teria sido inconcebível na velha sinagoga.

Esta recapitulação das diversas esperanças no judaísmo tardio indica que a esperança apocalíptica de João em uma Nova Jerusalém sem um templo é uma esperança distintivamente cristã, que se centraliza na presença de Cristo.

A Teologia de Paulo de uma Jerusalém Celestial
Paulo continuou o ensino de Cristo, de que Jerusalém e seu templo já não eram o lugar onde Deus habitava (ver Mat. 23:38; Gál. 4:25; também Heb. 12:22). Paulo escreveu que a igreja apostólica tinha chegado a ser o templo terrestre onde Deus estava presente: "Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" (2 Cor. 6:16; cf. Lev. 26:12; Jer. 32:38; Ezeq. 37:27; também Ef. 2:19-21).

Esta verdade do evangelho não compete com a eficácia do templo do novo pacto no céu, onde Cristo ministra como nosso Sumo-Sacerdote e intercessor e de onde envia seu Espírito vivificante (Heb. 7:25; 8:1, 2; 10:19; Rom. 8:34; 1 João 2:1). Paulo cria que a Jerusalém "de cima" é a "mãe" de todos os crentes cristãos, porque todos são renascidos por seu Espírito (Gál. 4:26, 29).
Enquanto no judaísmo rabínico a ideia de uma Jerusalém celestial se concebia em termos de um equivalente da Jerusalém terrestre em topografia e mobiliário, Paulo contempla a Jerusalém celestial como isenta de todas as noções geográficas, étnicas e nacionais. A Jerusalém celestial é a pátria dos cristãos, onde Cristo está e em que todos os cristãos têm sua cidadania (políteuma) registrada no livro da vida do Cordeiro (Filip. 3:20; 4:3; também Heb. 12:22, 23; Apoc. 21:27). Por Apocalipse 21:27 chega a ser evidente que o livro da vida do Cordeiro é a lista dos que estão inscritos como cidadãos da Jerusalém celestial.

A cidade celestial não é uma estrutura vazia; é a comunidade adoradora da igreja na terra com os anjos e os redimidos no céu (Heb. 12:22). Alguns identificaram a Nova Jerusalém com a igreja. Entretanto, deve conservar-se a distinção entre a cidade celestial e a igreja na terra, da mesma maneira que Hebreus 12 declara que a igreja se aproximou hoje a Cristo e à Jerusalém celestial (vs. 22-24). Como Cristo está ao mesmo tempo no céu e (por meio de seu Espírito) na terra, assim também existe uma relação espiritual íntima entre a Jerusalém celestial e a igreja sobre a terra. Assim como Cristo, que descerá fisicamente do céu à terra (Filip. 3:20), assim também a Jerusalém celestial descerá do céu à terra (Apoc. 21:2)! O objecto da esperança cristã não é meramente o "céu" e sim a cidade celestial: a Nova Jerusalém. Nossa cidadania actual nesta santa cidade representa mais que a segurança da salvação presente. Também nos dá a certeza de nossa entrada na cidade de descanso e gozo eternos (ver Heb. 4:9; 11:13-16). Assim como Abraão, os cristãos têm confiança absoluta procurando a "cidade... por vir" (Heb. 13:14). Virá depois do juízo final.

É chamativo que a esperança de uma Jerusalém celestial se descreva no contexto de uma polémica antijudaica, não só no Gálatas 4:26 e 27 e em Hebreus 12:18-24, mas também em Apocalipse 3:9 e 12. João destaca a verdade evangélica de que só o Cristo ressuscitado "tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre" (Apoc. 3:7). À luz de seu significado original em Isaías 22:22, esta declaração ensina "que a Cristo pertence toda a autoridade com respeito à admissão ou exclusão da cidade de Davi, a Nova Jerusalém". Cristo é a fonte de segurança para os crentes fiéis de que herdarão a cidade celestial. Diz Jesus:

"Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome" (Apoc. 3:12).

A Nova Jerusalém em Contraste com Babilónia
A Nova Jerusalém de Apocalipse 21 e 22 se descreve com a mesma imagem simbólica de uma "mulher" ou "esposa" como se tem descrito a igreja no Novo Testamento (ver 2 Cor. 11:2; Ef. 5:25-27). A visão que teve João da Jerusalém celestial como a "a noiva, a esposa do Cordeiro" (Apoc. 21:9), conecta a Jerusalém vindoura com a formosa "mulher" que aparece em Apocalipse 12:1 e 2. Na Nova Jerusalém a igreja já não sofrerá por causa da perseguição ou da adoração apóstata. Por isso Apocalipse 12 e 21 representam duas eras consecutivas: a era actual da igreja e a era por vir.

A Nova Jerusalém está colocada em contraste com Babilónia, a cidade prostituta. A prostituta tem gravado sobre sua fronte as palavras "mistério: Babilónia, a grande" (Apoc. 17:5), e está representada em Apocalipse 18 como a cidade condenada. "A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra" (v. 18). Este simbolismo duplo de Babilónia (Apoc. 17, 18) contrapõe-se com o da Nova Jerusalém em Apocalipse 21 e 22 por meio de uma antítese perfeita.

Todos os habitantes da terra que não procurem refúgio no monte Sião (Apoc. 14:1), pertencem a Babilónia; os seus nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro (13:8). Estão obrigados a beber não só do cálice do vinho de Babilónia mas também do cálice do vinho da ira de Deus sem mescla de misericórdia (14:10). Esta ira divina a descreve simbolicamente com a imagem da condenação de Sodoma e Gomorra ("com fogo e enxofre") (14:1; cf. Gén. 19:24), e a de Edom ("a fumaça de sua tortura sobe pelos séculos dos séculos", Apoc. 14:11; cf. Isa. 34:9, 10). Esta linguagem figurada expressa a finalidade do juízo de Deus. Os impenitentes nunca entrarão no descanso de Deus (Apoc. 14:11 ; cf. Sal. 95:11 ).

O Apocalipse de João põe em contraste a Jerusalém como a cidade do Cordeiro (Apoc. 21:2, 9) com Babilónia como a cidade da besta (caps. 17 e 18). É significativa a forma idêntica como as introduz o anjo do juízo:
Um Reino Espiritual
Respondeu Jesus: O Meu Reino não é deste mundo. João 18:36.{MG 6.1}
O reino de Deus não vem com aparência exterior. O evangelho da graça de Deus, com seu espírito de abnegação, não se pode nunca harmonizar com o do mundo. Os dois princípios são antagónicos. ...{MG 6.2}
Mas hoje, no mundo religioso, existem multidões que, segundo crêem, trabalham pelo estabelecimento do reino de Cristo como um domínio terrestre e temporal. Desejam tornar nosso Senhor o governador dos reinos deste mundo, o governador em seus tribunais e acampamentos, em suas câmaras legislativas, seus palácios e centros de negócios. Esperam que Ele governe por meio de decretos, reforçados por autoridade humana. Uma vez que Cristo não Se encontra aqui pessoalmente, eles próprios empreenderão agir em Seu lugar, para executar as leis de Seu reino. O estabelecimento de tal reino era o que desejavam os judeus ao tempo de Cristo. Teriam recebido Jesus, houvesse Ele estado disposto a estabelecer um domínio temporal, impor o que consideravam como sendo leis de Deus, e fazê-los os expositores de Sua vontade e os instrumentos de Sua autoridade. Mas Ele disse: “O Meu reino não é deste mundo.” João 18:36. Não quis aceitar o trono terrestre. ...{MG 6.3}
Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembleias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo. ... Aí está o único poder capaz de erguer a humanidade. E o instrumento humano para a realização dessa obra é o ensino e a observância da Palavra de Deus. ...{MG 6.4}

Hoje, como no tempo de Cristo, a obra do reino de Deus não se acha a cargo dos que reclamam o reconhecimento e apoio dos dominadores terrestres e das leis humanas, mas dos que estão declarando ao povo, em Seu nome, as verdades espirituais que operarão, nos que as recebem, a experiência de Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20. — O Desejado de Todas as Nações, 509, 510.{MG 6.5}

O SANTUÁRIO


Aversão do verdadeiro santuário celestial construída á escala por Moisés
é chamada nas escrituras "santuário terrestre"(Hebreus 9:1). Este santuário terrestre consistia em três partes: o Pátio, o Lugar Santo, e o Lugar Santíssimo. Cada ária simbolizava uma fase do plano da salvação e ensinava a forma como Deus remove o pecado e nos restaura à Sua presença. Por exemplo, o pátio representa o nosso mundo, onde Jesus Se tornou o cordeiro sacrificado cujo sangue paga a culpa dos pecadores

(1 Pedro 1:18,19). A pia de água, onde os sacerdotes se lavavam antes de entrar no Lugar Santo, simbolizava o Espírito que nos purifica antes de entrarmos no Céu (Tito 3:5-8). Todos os serviços eram "sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Colossenses 2:17).

BODE POR AZAZEL - SIGNIFICADO

PERGUNTA
APÓS TRANSFERIR TODOS OS PECADOS DO TABERNÁCULO CONTAMINADO PELOS PECADOS DO POVO DURANTE O ANO TODO PARA O BODE AZAZEL OU BODE EMISSÁRIO NO DIA DA EXPIAÇÃO (PURIFICAÇÃO DO SANTUÁRIO TERRESTRE), O QUE ACONTECIA COM O BODE ?
RESPOSTA
O BODE AZAZEL OU BODE EMISSÁRIO ERA CONDUZIDO POR UMA PESSOA,PARA SER 
DEIXADO NO DESERTO ( TERRA SOLITÁRIA )

ASSIM, O BODE VIVO TRANSPORTAVA TODOS OS PECADOS DO POVO PARA O DESERTO OU TERRA SOLITÁRIA.
BODE AZAZEL ( SÍMBOLO DE SATANÁS) ERA APRESENTADO VIVO,ELE NÃO MORRIA POR NINGUÉM, NÃO PURIFICAVA NADA,MAIS TRANSPORTARIA TODOS OS PECADOS DO POVO, QUE HAVIA CONFESSADO E ARREPENDIDO. SÍMBOLO QUE ELE BODE AZAZEL (SATANÁS) É O CULPADO DE FAZER O POVO PECAR.
POR ISSO, SATANÁS FICARÁ AQUI NESSA TERRA DESERTA,SOLITÁRIA ,APÓS A VOLTA DE CRISTO, DURANTE MIL ANOS (Apo 20:2;3;7)

Apocalipse
20.2 Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; 20.3 lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo. 20.4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 20.5 Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 20.6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos. 20.7 Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão
Levítico

16.21 Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele 
confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas 
transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e
enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. 
16.22 Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles 
para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto. 16.26 E 
aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, banhará o
seu corpo em água e, depois, entrará no arraial
 

Leis no tempo de Cristo

Texto principal:
"Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos" (Rm 2:14).

Na maioria das sociedades, várias leis funcionam ao mesmo tempo. Pode haver leis gerais que se aplicam a todos e leis que têm validade apenas em uma comunidade específica.

Nos tempos do Novo Testamento, quando uma pessoa usava a palavra comum para "lei" (nomos, em grego, lex em latim e Torah em hebraico), podia estar se referindo a qualquer uma de uma série de leis. Muitas vezes, o único indicador quanto à lei exata que estava em discussão era o contexto da conversa. Assim, à medida que estudarmos neste trimestre, sempre precisaremos ter em mente o contexto imediato, a fim de entender melhor qual lei está sendo discutida.

A lição desta semana examina as várias leis que estavam em vigência na comunidade durante o tempo de Cristo e da igreja primitiva. Estudaremos essas diversas leis, mas apenas no contexto de sua utilidade para estabelecer a base para o estudo da lei que será nosso foco principal neste trimestre: a lei moral de Deus, os Dez Mandamentos.

Lei romana
1. Leia Lucas 2:1-5. De que forma José e Maria interagiram com o poder político? Que lições podemos aprender com isso?

Desde o tempo da primeira república, os romanos reconheciam a importância das leis escritas para o governo da sociedade. Na verdade, o sistema de direito constitucional estabelecido pelos romanos continua sendo a base dos sistemas jurídicos encontrados em muitas sociedades democráticas atuais.

Na maior parte das vezes, Roma permitia que os reinos vassalos mantivessem os próprios costumes, mas todos os súditos deviam obedecer às leis do império e do senado romano. Obviamente, isso era válido também para José e Maria.

A ênfase da lei romana era a ordem na sociedade. Por isso, ela não abordava apenas questões de governo, mas também estabelecia regras para o comportamento no âmbito doméstico. Além de estipular os procedimentos para a seleção de pessoas para cargos públicos, o direito romano também lidava com coisas como o adultério e a relação entre senhores e escravos. Muitos dos códigos sociais são semelhantes aos encontrados no Antigo Testamento e em outras sociedades.

Todas as tentativas de entender a cultura em que os livros do Novo Testamento foram escritos devem levar em conta o fato de que o Império Romano formava o cenário político para o mundo em que viveram Jesus e a igreja primitiva. Muitas coisas que ocorreram no Novo Testamento, desde a morte de Jesus até a prisão de Paulo, fazem muito mais sentido quando conhecemos o contexto de seu tempo. Não é preciso ser especialista em história romana a fim de compreender o que precisamos para a salvação. No entanto, o conhecimento histórico é realmente útil.

Apesar do milagre da gravidez de Maria e da atuação do Senhor nesse acontecimento, o casal ainda obedeceu à lei, que exigia que eles deixassem seu lar, mesmo quando Maria estava em um estágio avançado da gravidez. Não teria sido melhor simplesmente ter ficado em casa, considerando as circunstâncias extraordinárias? O que suas ações ensinam sobre a atitude que devemos ter para com a lei civil? Pense na facilidade que eles teriam para justificar a desobediência.

Lei civil do Antigo Testamento
Embora os judeus estivessem sob o domínio romano na época de Jesus, eles receberam autoridade sobre questões exclusivas de seus costumes e religião (At 18:15). O órgão legislativo responsável pela administração da lei judaica era chamado Sinédrio. Às vezes mencionado como conselho (Jo 11:47; At 5:27, ARC), o Sinédrio era composto por 71 homens escolhidos entre os sacerdotes, anciãos e rabinos e era presidido pelo sumo sacerdote. Servia como uma espécie de Supremo Tribunal Federal que lidava com costumes, tradições e leis dos judeus.

A lei civil judaica estava fundamentada nos códigos civis revelados nos cinco livros de Moisés. Porque Moisés foi o autor dos cinco primeiros livros bíblicos, as leis são mencionadas como a lei de Moisés. Quando Deus originalmente deu as leis a Moisés, planejou um estado em que Ele seria o governante e o povo cumpriria Seus mandamentos. Na época de Jesus, os judeus estavam sujeitos ao direito romano. No entanto, o governo romano permitia que eles usassem a lei mosaica a fim de resolver questões relacionadas com seus costumes. Nesse aspecto, o trabalho do Sinédrio era especialmente importante.

O Novo Testamento apresenta vários exemplos de aplicação da lei mosaica, ou de referências a ela, em questões civis: homens judeus ainda deviam pagar o imposto de meio siclo para o templo (Mt 17:24-27; Êx 30:13); divórcios ainda eram regidos pelas disposições estabelecidas por Moisés (Mt 19:7; Dt 24:1-4); as pessoas ainda seguiam a lei do levirato, em que a viúva devia se casar com o irmão de seu marido (Mt 22:24; Dt 25:5); meninos ainda eram circuncidados no oitavo dia (Jo 7:23; Lv 12:3) e os adúlteros deviam ser punidos por apedrejamento (Jo 8:5; Dt 22:23, 24).

2. Leia Mateus 26:59-61; Hebreus 10:28; Deuteronómio 17:2-6. Que princípio importante é visto nesses textos? O que isso nos diz a respeito dos conceitos bíblicos de justiça e igualdade?

Leia algumas leis civis encontradas nos primeiros livros da Bíblia. Algumas dessas leis não nos parecem estranhas? Veja, por exemplo, Deuteronómio 21. Considerando que Deus é o autor dessas leis, o que isso nos diz sobre a confiança que devemos ter nEle em todas as coisas, principalmente naquilo que não compreendemos completamente?

Lei cerimonial do Antigo Testamento
3. Leia Levítico 1:1-9; 2:14-16; 5:11-13. A que essas leis se referiam? Que importantes verdades elas ensinavam?

Além das leis civis de Israel, havia também o que é geralmente chamado de "lei cerimonial". Essa lei estava centralizada no santuário e em seus rituais, os quais foram projetados para ensinar aos filhos de Israel o plano da salvação e apontar para eles o Messias que viria. Nas passagens bíblicas acima, por duas vezes é mencionado que a "expiação" seria feita por intermédio dessas cerimônias. Essas leis foram consideradas "miniprofecias" de Cristo e Sua obra expiatória pelos pecados do povo.

"A lei cerimonial foi dada por Cristo. Mesmo depois que ela não mais devia ser observada, Paulo a apresentou aos judeus em sua verdadeira posição e valor, mostrando seu lugar no plano da redenção e sua relação com a obra de Cristo. E o grande apóstolo declara gloriosa essa lei, digna de seu divino Autor. O serviço solene do santuário tipificava as grandiosas verdades que seriam reveladas durante gerações sucessivas. [...] Assim, através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 367).

Embora instituído por Jesus, o sistema cerimonial foi concebido para funcionar apenas como um tipo, um símbolo de uma realidade futura: a vinda de Jesus, Sua morte e ministério sacerdotal. Uma vez que Ele completasse Sua obra na Terra, esse antigo sistema, com seus sacrifícios, rituais e festas já não seria necessário (Hb 9:9-12). Embora já não observemos a lei cerimonial, ao estudá-la, podemos reunir ideias sobre o plano da salvação.

No centro do serviço do santuário estava o sacrifício de animais, que apontava para a morte de Jesus. Por que nossa salvação depende da Sua morte em nosso favor? O que isso diz sobre o
custo do pecado?

Lei rabínica
Além das leis mosaicas, os judeus da época de Jesus também estavam familiarizados com a lei dos rabinos. Estes eram o braço acadêmico dos fariseus, e assumiam a responsabilidade de garantir que a lei mosaica permanecesse relevante para o povo. Os rabinos contaram 613 leis nos cinco livros de Moisés (incluindo 39 relacionadas ao sábado). Eles usavam essas leis como base para sua legislação e complementavam as leis escritas com uma lei oral que consistia em interpretações dos principais rabinos.

A lei oral é conhecida como halakha, que significa "caminhar". Os rabinos consideravam que, se o povo seguisse suas numerosas halakoth (plural de halakha), eles iriam andar no caminho das 613 leis principais. Embora tenham surgido como lei oral, as halakoth rabínicas foram organizadas e registradas em forma de livro. Algumas das interpretações da época de Jesus sobreviveram em comentários conhecidos como Midrash, enquanto outras estão registradas em uma coleção de leis chamada Mishná. Muitos judeus religiosos ao longo dos séculos, e até hoje, procuram cumprir rigorosamente essas leis.

4. Leia Lucas 14:1-6; João 9. Embora Jesus tenha sido acusado de transgredir o sábado com Seus milagres de cura, será que o Antigo Testamento considerava pecado curar no dia de sábado? Como podemos evitar os erros dos judeus enquanto procuramos "andar fielmente no caminho"?

Embora seja fácil, da nossa perspectiva, ridicularizar muitas dessas leis orais, especialmente porque elas foram usadas contra Jesus, a falha estava mais na atitude dos líderes, não nas leis. Ainda que fosse cumprida de maneira legalista, as halakoth foram feitas para ser muito espirituais, infundindo um elemento espiritual nas atividades mais rotineiras, dando-lhes um significado religioso.

Como podemos dar um significado religioso às mais corriqueiras atividades de nossa vida?

A lei moral
Por mais que o direito romano, a lei mosaica e a lei rabínica impactassem a vida dos judeus que viveram em Israel no primeiro século, muitas pessoas que seguiam a religião de Israel viviam fora da Palestina e além das fronteiras do Império Romano. Assim, muitas dessas leis não teriam desempenhado um papel importante em sua vida.

No entanto, todo seguidor do Deus de Israel teria sido fiel aos Dez Mandamentos. "Os Dez Mandamentos proviam a estrutura moral que sustentava Israel. A metáfora que a Bíblia usa para expressar essa relação é aliança. Embora a metáfora venha da esfera do direito internacional, é errado compreender os mandamentos apenas como um resumo das obrigações de Israel para com Deus. [...] A obediência de Israel aos mandamentos era mais uma resposta ao amor do que uma questão de submissão à vontade divina" (Leslie J. Hoppe, "Ten Commandments" [Dez Mandamentos], Eerdmans Dictionary of the Bible [Dicionário da Bíblia]; Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2000, p. 1.285).

Os Dez Mandamentos superavam qualquer sistema jurídico conhecido por judeus no primeiro século. Mesmo os fariseus, que tinham memorizado meticulosamente as 613 leis mosaicas, reconheciam a importância dos Dez Mandamentos. A divisão da Mishná chamada Tamid (5:1) contém um mandamento rabínico de recitar os Dez Mandamentos diariamente. Acreditava-se que todas as outras leis estavam contidas nos Dez Mandamentos. Na verdade, o filósofo judeu Filo, contemporâneo de Jesus, escreveu um livro sobre a posição central que os Dez Mandamentos tinham entre todas as leis bíblicas.

5. Leia Mateus 19:16-19; Romanos 13:8-10; Tiago 2:8-12. O que esses versos dizem sobre o papel dos Dez Mandamentos na vida dos seguidores de Cristo?

À semelhança de seus irmãos judeus, os escritores do Novo Testamento reconheciam o propósito dos Dez Mandamentos para o povo de Deus. Algumas das lições deste trimestre falarão sobre a maneira pela qual Cristo interagiu com outros sistemas de leis do Seu tempo. No entanto, a ênfase principal será Sua relação com os Dez Mandamentos, conhecidos como a "lei moral".

Leia:
"Se Adão não tivesse transgredido a lei de Deus, nunca teria sido instituída a lei cerimonial. O evangelho das boas-novas foi primeiramente dado a Adão na declaração que lhe foi feita, de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente; e foi transmitido através de sucessivas gerações a Noé, Abraão e Moisés. O conhecimento da lei de Deus e do plano da salvação foi comunicado a Adão e Eva pelo próprio Cristo. Entesouraram cuidadosamente a importante lição, transmitindo-a verbalmente aos filhos e aos filhos dos filhos. Assim foi preservado o conhecimento da lei de Deus" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 230).

Um Dilúvio Universal: 3.000 aC


Este artigo foi publicado no site do Dr. Livingston, www.ancientdays.net.

Imagine:
O baloiçar da Terra ...

40 dias de chuva constante...

Centenas de vulcões explodindo tudo de uma vez ...

Milhares de enorme fontes a jorrar grandes quantidades de água ...

Este foi o dilúvio nos dias de Noé. Foi um dilúvio mundial cataclísmico enviado por Deus para destruir todos os seres vivos, exceto para oito pessoas que sobreviveram na Arca. Além da Bíblia, muitos registos históricos referem de um modo ou de outro o Dilúvio.  

Dois problemas sobre os quais há grandes diferenças são: a data do dilúvio, e se era local ou universal. Críticos da narrativa inundação consideram-no um mito, ou uma história do dilúvio local. Há conflitos aparentes entre a Bíblia e algumas áreas da ciência em relação à data do Grande Dilúvio.
Tanto na literatura bíblica e extra-bíblica, relatos de testemunhas recebem  importância secundária dos científicos, e  é dada grande importância a sofisticadas técnicas de datação radiométrica.

A palavra hebraica mabul é a palavra para "inundação" usado em todo Génesis 6-9. É uma única palavra usada apenas para este evento estupendo. Oito outras palavras hebraicas são usadas para descrever as inundações locais. Mas nenhum desses se compara com a extensão do Grande Dilúvio. As palavras gregas kataklusmo e kataklysmos, usados ​​tanto na Septuaginta e no Novo Testamento, quase não precisam de interpretação. Cataclismo denota destruição violenta. Ela ocorre em Mateus 24: 38-39 e Lucas 17: 26-27. Em 2 Pedro 3: 5-6, somos lembrados de que a humanidade deseja esquecer: isto é, que Deus fez os céus e a terra com a sua água, e por que a água do mundo foi catalisada para destruir a superfície da terra e de todo o ser vivente. O Dilúvio foi enviado por causa da depravação total e universal da raça humana, com extrema violência para com os outros, que justificavam punição severa.

Preparação para o Dilúvio
Era uma Arca realmente necessária? Todo o tempo, esforço e despesas de construir este enorme navio foi desperdiçado se fosse apenas uma inundação local. Noé e a sua família, conduzindo uma série de animais e outras criaturas, poderia ter migrado para uma área mais alta e esperou por uma inundação local a fluir para o oceano.

Foi a Arca suficiente grande? Espaço na Arca igualou mais de 500 carros de caixa da ferrovia. Especialistas dizem que apenas um terço desse número teria sido necessária.

Como Noé fez para que os animais convergissem para a Arca? Aparentemente, eles vieram para a Arca por instinto. Eles também podem ter hibernado durante todo o tempo, minimizando a alimentação e problemas de limpeza.

Todas as famílias da Terra descendem de Noé.

Genealogias Génesis.
William Henry Green, um teólogo do século XIX, Princeton, tem influenciado muitos a aceitar grandes lacunas nos registos genealógicos. Na sua opinião, "... podemos concluir que as Escrituras não dão dados para fornecer uma computação cronológica antes da vida de Abraão, e que os registos mosaicos (Moisés) não corrigim e não foram destinados para fixar a data precisa do dilúvio ou da criação do mundo "(1890: 303). Ele tem permitido grandes lacunas genealógicas a fim de acomodar a informação científica que ele acredita que indica uma terra muito antiga (1890: 286).

Considerando o Dilúvio como universal, toda a humanidade desde então são descendentes dos filhos de Noé. Estes gemeologias começam cerca de 5000 aC.

Extensão do Dilúvio: Consequências Geológicos
Pedro profetizou em 2 Pedro 3: 3-6 escarnecedores que negaria o mundo foi destruído por uma enchente. Ele disse que estes deliberadamente ignoram este evento estupendo. Nos versículos 10-11, uma profecia da destruição de todo o universo é descrito, com o dilúvio de Noé usado como uma analogia. Como poderia uma inundação local ser a analogia para este evento terrível?

Não podemos aqui conciliar as muitas e complicadas questões geológicas relacionadas ao dilúvio. Mas, com certeza, uma inundação ou cataclismo mundial teria um enorme efeito sobre a superfície do planeta. Salmo 104: 8 diz: "As montanhas se levantaram, e os vales se afundaram". Oceanos aprofundaram devido ao peso da água a correr as superfícies da terra em si. Com o peso estupendo de escoamento de água um novo manto se formou na Terra, as montanhas foram elevadas. Hoje os continentes e mais altas montanhas são cobertas com fósseis marinhos. Metade dos sedimentos continentais são de origem oceânica. Geólogos dizem que isso é porque, às vezes, os continentes estiveram sob o mar, confirmando ainda mais um dilúvio mundial. Mesmo  nas montanhas se encontram fósseis transmitidas pela água nas suas maiores elevações (incluindo Monte. Evereste), é evidente que todos eles estavam sob a água em algum momento. No entanto, isso não significa que as águas tivessem que subir ou tivesse tal profundidade para cobrir o Monte Evereste moderno e outras altas montanhas. As montanhas foram erguidas pelas pressões sobre o manto da Terra. Parece muito mais infeliz que os estudantes de geologia não tomam o Grande Dilúvio em consideração por isso tentam interpretar os dados geológicos.

Teorias locais da inundação
Muitos estudiosos, se eles acreditassem numa inundação total em vez de afirmar que foi um evento local que aconteceu há 100.000 anos. Eles baseiam essa visão em dados científicos que aparentemente apresentam problemas intransponíveis para um dilúvio universal. Em geral, eles mantêm os seguintes princípios:

• "Universal" significa tudo o que Noé podia ver. Só o seu "mundo" pessoal foi inundado.

• As montanhas apresentam altos estão lá há milhões de anos e eram tão elevadas antes do dilúvio como o são agora. Simplesmente não havia água suficiente para cobrir todos eles. (Mt. Evereste, por exemplo, é de 29 mil pés de altura, assim, as águas da inundação teriam que ser quase seis quilómetros de profundidade) Se a água cobriu toda a terra, para onde poderia ter ido, eventualmente, depois do dilúvio?

• Os "dias" de Génesis 1 foram longos períodos de tempo. Proponentes de inundação mais locais acreditam numa terra muito antiga que já existe pelo menos há um milhão de anos, com longos períodos de paleo-meso-e neolítico pré-históricos.

Dilúvio Universal
Considerando a narrativa bíblica, que diz o Dilúvio foi universal, as palavras "todos" e "todos" são usadas 16 vezes em Génesis 6-9 para descrever a totalidade do Dilúvio.

"Tradições Diluvianas" (Epopeia de Gilgamesh, o Épico Atrahasis, etc), embora não tão precisos como a Bíblia, todos dizem a arca veio descansar numa montanha. IMPOSSÍVEL com uma inundação local. O mundo antes do dilúvio era muito diferente do mundo de hoje. Desde que não choveu antes do dilúvio (Génesis 2:5), ainda corria rios (v.10), deve ter havido grandes reservatórios subterrâneos de água. Na hora marcada, as "fontes do grande abismo" (Génesis 7:11) vomitou o seu conteúdo aquáticos e vulcânica, enquanto as "janelas dos céus foram abertas", como alguma forma de água foi precipitada. Juntando esses mecanismos com o fato de que 70% da terra está atualmente coberta com água em quantidade suficiente para cobrir a terra (achatada) toda a uma profundidade de cerca de 7.500 pés, podemos concluir que a história bíblica é, de fato, bastante razoável. Cadeias de montanhas presentes são principalmente rochas sedimentares atribuíveis a uma inundação, ou vulcões. Eles poderiam ter-se formado durante o dilúvio, ou terminou subindo logo depois.

Homem pré-histórico foi descrito como vivendo na "idade da pedra". No entanto, as pessoas da Idade da Pedra são um fenómeno relativo. Em cada geração, incluindo o nosso, desde o início dos tempos, alguns grupos vivem numa espécie de "idade da pedra", enquanto nas proximidades, as pessoas vivem com civilizações avançadas. O ponto é que a cultura não pode ser datada com base na utilização de utensílios de pedra. Opinião Braidwood, típica de pré-historiadores, é totalmente especulativa ", Pré-História, o tempo antes da história escrita. Na verdade, mais de 99 por cento da história do homem é pré-história. Moisés teríamos que o levar para além de um milhão de anos, mas ele não começou a escrever a história (ou escrever qualquer coisa), até cerca de 5.000 anos atrás "(1967: 1). Se o homem não podia, e não escreveu durante a pré-história, não há maneira de ter certezas da sua idade (de um milhão de anos), sofisticados métodos de datação não obstante. Isto é assim porque os métodos de datação radioativa não pode ser calibrado com datas conhecidas antes de 5.000 anos atrás, portanto, não podemos só por simpatia aderir às culturas da idade da pedra (geralmente alega-se que estas são antes de 3000 aC).

É claro que o clima seria alterado por catástrofes que acompanham a inundação. Considerando a chuva não tivesse caído antes do dilúvio, depois tornou-se um evento regular. Arco-íris pode ser visto na queda do vapor de água, o sinal de Deus de que Ele nunca iria destruir a terra com água novamente. Se apenas uma inundação local, ocorreu, a promessa de Deus é quebrado toda a vez que uma inundação severa local ocorre.

Paralelos literários com o relato bíblico
O que veio primeiro: a narrativa bíblica do Dilúvio, ou os épicos da Mesopotâmia? Há três opções:
• Os épicos foram escritos em primeiro lugar, e os escritores da Bíblia usaram estes;

• A Bíblia foi escrita em primeiro lugar, e os épicos copiaram;

• Tanto a Bíblia como os épicos eram dependentes de um original primitivo.

A maioria dos estudiosos insistem que o escritor do Génesis usou elementos dos épicos locais, mas isso é impossível de provar. Por outro lado, a teoria de um primitivo original não tem nenhuma evidência de base e é simplesmente uma opinião daqueles que defendem os épicos. Embora difícil de provar, a opção preferida é a de que o registo bíblico veio primeiro e inspirou os outros.

1.      A Suméria e a História do Dilúvio uma das mais antigas versões extra-bíblicas da história do Dilúvio conta com a sobrevivencia do Dilúvio, Ziusudra. Encontrada nas escavações Nippur no início do século XX, que remonta a 1600 aC.

2.      O Gilgamesh Epic-Tablet XI Um conto bem conhecido, encontrado na Suméria, babilónica, assíria, hitita, e literatura hurriana. Mesmo na Terra Santa, uma tábua de argila (datada de 1.200 aC) foi encontrada com o nome deste homem sobre ela. Ele foi o herói mais popular do antigo Próximo Oriente. Usando a versão da biblioteca de Assurbanipal, em 1872, George Smith publicou o décimo primeiro tablete do Gilgamesh babilónico épico como é contada no estilo caldeu o dilúvio. Nome de Gilgamesh aparece entre os reis no Kinglist Suméria (inferior). Ele era da primeira dinastia de Uruk (Erech), o período mais antigo da história da Mesopotâmia. A Epopeia de Gilgamesh indica uma estreita ligação com os eventos imediatamente após o Dilúvio. Alguém que tinha sobrevivido ao Dilúvio ainda vivia. Gilgamesh visitou-o na busca  da imortalidade.

3.      Atrahasis épico, tem surpreendentes paralelos com o relato bíblico. Mas há também grandes diferenças, o que se pode facilmente notar, lendo a conta (ANET, Segunda Edição 1955: 104-106).

Kinglists sumérios, o Dilúvio, e da criação de cidades-estados

Os sumérios Kinglists são documentos muito antigos referentes ao estabelecimento das cidades e da realeza antes do Dilúvio. Alta Idade dada para os reis ou são deliberadamente inflacionária, ou não descobrimos a correta interpretação dos seus sistemas de numeração. O Sumério, em geral, não é ainda bem compreendido.

Suméria Parte Kinglist I (pré-diluviano). "Quando a realeza desceu do céu, a realeza foi (primeiro) em Eridu ... Estes são cinco cidades, oito reis governaram por 241 mil anos. Então o dilúvio varreu a terra." Este Dilúvio tem que ser Dilúvio. É o dilúvio em que cada ser humano morreu exceto aqueles na Arca graças a esforços externos da realeza divina foi de pelo menos um dos motivos que trouxe o Dilúvio e a realeza foi assim encerrado, (divina) realeza tinha de ser "baixada do céu "novamente depois da inundação.

Suméria Kinglist Parte II (pós-cheias). "Depois que houve o dilúvio este varreu a terra e quando a realeza baixou novamente do céu, a monarquia foi em primeiro em Kish ... em Uruk (Erech bíblica) a Gilgamesh divina ... governou 126 anos ... o seu reinado foi removido para Ur "(no auge da sua glória). Note que Kish foi a primeira cidade estabelecida após o Dilúvio. Escavações indicam que ela foi fundada por volta de 3.000 aC. "divino" Gilgamesh listados acima, realmente visitou um sobrevivente da família do Dilúvio (ver Tablet XI da Epopeia de Gilgamesh). Portanto, Gilgamesh deve ter reinado logo após o dilúvio, independentemente do que o Kinglist diz. Há muitos outros registos mundiais da história do Dilúvio em: Pentateuco Samaritano, judeus Targums, Beroso, Josephus, os Oráculos sibilinos, o Alcorão., etc.

Data do Dilúvio
Níveis de inundação em cidades da Mesopotâmia.

Camadas no início das escavações arqueológicas de lugares na Mesopotâmia River Valley, profunda inundações depositados foram descobertos perto dos fundamentos da cidade. No início estes foram interpretados como evidências do dilúvio de Noé. No entanto, como as escavações continuaram, ficou claro que eles eram apenas as inundações locais com certa gravidade e não o cataclismo dos dias de Noé.

A Lista dos Reis Sumérios começa com Kish imediatamente após o Dilúvio. Georges Roux diz que o reino de Kish começou em cerca de 2700 a.C. (Roux 1966: 120). H.W.F. Pontos Saggs que quando a cidade de Kish foi escavada, o primeiro nível era do período Nasr Jemdet (Saggs 1962: 51, 60, cerca de 2800-2400 aC.).

O herói épico de Gilgamesh, rei de Uruk por volta de 2700 aC e, como diz a lenda, era realmente capaz de ter falado com um sobrevivente do dilúvio. (Isto seria impossível com uma data situada a 10.000 aC para o Dilúvio.) As experiências de Gilgamesh, juntamente com a Lista de Reis Sumérios (em que ele é mencionado), sugerem uma data de inundação perto de 3000 aC.

Métodos Radioativos de datação:

Como estão eles calibrados?
Embora o equipamento usado para datar materiais radioactivos se tenha tornado mais sofisticada com o tempo, problemas básicos originalmente descoberto por Willard Libby, inventor do método de datação C14, continuam a existir. Calibrado com datas conhecidas de artefatos da tumba egípcia, provou ser pouco precisas de volta para apenas cerca de 2000 aC. Isto tem criado problemas para o carbono e rádio apesar de toda a cortesia não se pode ir além da 5.000 BP (antes do presente). Datas anteriores que não podem ser calibrados uma vez que não há nenhum material histórico mais antigo de 5000 BP. W. Libby foi o próprio a dizer: "O primeiro choque que o Dr. Arnold e eu tivemos foi quando  os nossos conselheiros nos informaram
que a história remontava apenas 5.000 anos, nós tínhamos inicialmente pensado que seria capaz de obter amostras de pelo menos de 30.000 anos. Colocar os pontos, e em seguida o nosso trabalho estaria terminado ... Aprendemos abruptamente que estes números, estas idades antigas não são conhecidos, na verdade, é sobre o tempo da primeira dinastia no Egito, que o último [primeira] data histórica de uma verdadeira segurança foi estabelecida "(Libby, 1958: 531). Além disso, como Libby deixa claro na sua publicação, todas as "datas" mais de 5000 anos BP não são datas absolutas, mas apenas medições do C14, algo residual. A dendrocronologia não ajuda, também, desde que sob certas condições as árvores podem crescer dois e às vezes três anéis num ano.

Evidências egípcias
Não há tradição egípcia da inundação na sua literatura. É importante perceber que a história gravada egípcia começa a cerca de 3000 aC. Pré-história egípcia era provavelmente muito curta, com pouco tempo, terá passado depois do grande dilúvio. Embora os historiadores egípcios considerem o período pré-histórico a ser bastante longo, como visto acima, C14 datas não são úteis antes de 3000 aC.

Deltas de rios começam a se formar Mundial cerca de 3000 aC
Apenas um Dilúvio mundial seria a catástrofe estupenda como para tornar possível os rios em todo o mundo começarem a fluir água ao mesmo tempo sobre a massa da terra diminuiu e aprofundou os oceanos, a chuva caiu, e os rios começaram a depositar sedimentos nos lugares onde encontram o mar e a formar deltas. Investigações destes deltas em todo o mundo revelaram que estes têm apenas alguns milhares de anos. O delta do Tigre e do Eufrates é formado no Golfo Pérsico. Muitos mapas dos primeiros períodos da história mostram a costa para o norte até Ur. Isso significa que o delta preencheu pelo menos 150 quilómetros durante os tempos gravados. Heródoto, o historiador grego, informou que os sacerdotes egípcios não lhe disseram nada da terra ao norte do Lago Moeris estava acima da água no início da Primeira Dinastia (p. 104). O delta do rio
Mississippi foi investigado em 1850 e encontrado para ser apenas 40 metros de profundidade. Não esteve a correr durante um longo período de milhões de anos como era suposto. Uma característica do tempo de medição de - Niágara Falls - começou a cair e se afastando do lago Ontário para o Lago Erie, menos de 10.000 anos atrás. O ponto é que nenhum destes rios pode ter sido fluido por mais de alguns milhares de anos.

Problemas com uma data anterior a (100.000 - 10.000 aC)
1. Se o Dilúvio ocorreu há 100.000, ou tão tarde quanto 10.000 aC, não se encontra uma brecha com 7000 anos (ou mais) na Escritura, ou em qualquer parte da literatura do antigo Próximo Oriente, para que o assunto, entre o Dilúvio e o início dos registos históricos de 3000 aC.

2. Não se pode encontrar uma explicação para a origem das famílias (nações) mencionado em Génesis 10-11.

3. Cush foi o neto de Noé. Os descendentes de "Cush" construíram cidades cujas fundações não são anteriores a 3000 aC, em quase todos os casos (Génesis 10). Cidades que são requeridas para ser mais velhas: Jericó (7000 aC), Jarmo (6000 aC), etc, foram datadas por C14, que não podem ser controlados por datas absolutas antes de 5.000 anos antes do presente. Mais cuidado deve ser usado quando se considera essas datas iniciais.

4. Zigurates e pirâmides são posteriores a 3.000 aC. Se houvesse civilizações anteriores, não há qualquer vestígio de qualquer coisa como zigurates ou pirâmides na época. Um curto período de tempo, obviamente, decorrido entre o Dilúvio e a sua construção. Mas 7.000 anos? Isso é mais do que toda a história do homem desde o Dilúvio.

5. Gemeologias em Génesis 5 e 10 pode ser esticado um pouco, mas elas deixam de ser gemeologias se grandes lacunas existem. Lacuna de 7.000 anos torna sem sentido para fins genealógicos.

Problema com uma data tardia
A data do Dilúvio em relação a inundações locais no rio da bacia Mesopotâmia é, no presente, impossível determinar uma vez que um dilúvio universal alterou completamente a superfície da terra. No entanto, uma forte evidência dada acima sugere uma data não muito antes de 5000 aC.
Achado Material da Igreja Primitiva com Face de Jesus

DESCOBERTOS LIVROS DE BRONZE PRODUZIDOS POR CRENTES DA IGREJA PRIMITIVA

Achado pode ser uma das maiores descobertas dos últimos tempos, pois traz relato sobre Jesus e primeira representação de seu rosto, antes de 70 d.C.

Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada em uma colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do primeiro século da Era Cristã que, segundo as primeiras avaliações de especialistas, contém as mais antigas representações do Cristianismo.

Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62cm x 50,8cm a 25,4cm x 20,32cm. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso de cada uma delas.

Segundo o jornal britânico "Daily Mail", um dos primeiros a divulgar o achado, 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.

A cova fica a menos de 160km de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade e da fidedignidade do texto bíblico do Antigo Testamento. Importantes documentos cristãos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região. No local, teriam se refugiado os primeiros cristãos de Jerusalém no ano 70d.C. durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que acabaram de forma sangrenta com uma revolução de judeus que queriam a independência.

Segundo o jornal "Daily Mail", os acadêmicos que anunciaram a descoberta estão convencidos da autenticidade dos livros e julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947, porque neles há imagens, símbolos e textos que se referem ao Senhor Jesus Cristo e á Sua morte e ressurreição.

David Elkington, especialista britânico em Arqueologia e História Religiosa Antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, trata-se de "uma das maiores descobertas da história do Cristianismo".

"É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontramos esses objetos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.



A História de Simeão
Na época da rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era Simeão, irmão de Jesus, que é mencionado nos livros se bronze encontrado. Ele havia sucedido Tiago, também irmão de Cristo, à frente da Igreja de Jerusalém, pois este havia sido martirizado. A Igreja Católica, porém, por não aceitar que Maria teve filhos com José, afirma que os quatro irmãos de Jesus - Tiago, Simeão, José e Judas - eram primos, sendo Simeão, segundo crêem, filho de Cleofás (suposto irmão de José) e de uma irmã de Maria.

Simeão estava com os 120 no cenáculo, que receberam o batismo no Espírito Santo no Dia de Pentecostes (Atos 1 e 2). Diz a tradição cristã que quando o Apóstolo Tiago, cujo ossuário foi encontrado há alguns anos (e cuja inscrição foi finalmente reconhecida, no ano passado, como absolutamente legítima), foi assassinado pelos judeus, alguns dos apóstolos ainda vivos escolheram Simeão como sucessor de Tiago à frente da Igreja de Jerusalém.

Outro detalhe é que os primeiros cristãos em Jerusalém lembravam das palvras de Jesus de que o Templo e Jerusalém seriam destruídos e, mesmo sem saber a data certa, esperavam o desastre a qualquer momento, lembrando constantemente dessa promessa, que se cumpriu no ano 70 d.C. Diz a tradição cristã que Simeão foi informado em uma revelação de que isso aconteceria e, algum tempo antes da investida do exército romano, alertou os crentes em Jerusalém de que deveriam abandonar a cidade sem demora. Simeão, inclusive, conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na atual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, um dos Pais da Igreja, em sua clássica obra "História Eclesiástica", publicada pela CPAD.

Após a destruição do Templo, Simeão voltou com os cristãos a Jerusalém, e se estabeleceram sobre as ruínas. Conta-se que houve muitas conversões de judeus ali após o desastre. Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade e seus sucessores pagãos Vespasiano e Domiciano mandaram matar a todos os descendentes de Davi. Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano, foi crucificado aos 120 anos de idade pelo governador romano Ático.


Ilustração de Cristo
Alguns dos primeiros cristãos judeus deixaram para a posteridade o testemunho de sua fé inscrito nesses livros trabalhados em bronze.

Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa, é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras.

"Assim que vi, fiquei estupefato", disse. "O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã. Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, isto é, uma pequena construção com uma abertura, e mais no fundo ainda os muros de uma cidade. Em outras páginas desses livros, também há representações de muralhas que quase certamente reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou.

O descobridor e dono dos códices de bronze é Hassan Saida, um caminhoneiro beduíno que vive na aldeia árabe de Umm Al-Ghanim, Shibli. Ele se negou a vender as peças e só cedeu amostras para que sejam analisadas no exterior. Entrentato, há toda uma disputa pela propriedade e posse dos livros. O dono alega que pertencem à sua família há um século, fato contestado por outros, segundo o jornal britânico "The Telegraph".

O governo jordaniano apóia as investigações porque, segundo Ziad al-Saad, diretor do Departamento Jordaniano de Antiguidades, os códices "realmente se comparam, e até são mais significativos que os rolos do Mar Morto, pois podem constituir a mais importante descoberta na história da Arqueologia". Ziad afirma isso porque enquanto os rolos do Mar Morto foram feitos em pergaminho ou papiro, esses códices estão organizados em formato de livros, uma forma associada com o cristianismo nascente. Porém, é óbvio que os escritos do Mar Morto são de relevância inigualável, já que contém as mais antigas versões dos livros do Antigo Testamento, muitas delas datadas antes de Cristo.


O Rosto de Jesus
Ziad al-Saad acredita que os autores dos livros de bronze foram seguidores de Jesus Cristo que trabalharam poucas décadas após a crucificação, já que o livro tem datação anterior à destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., e Cristo foi crucificado no ano 30 d.C. Logo, é possível que pelo menos um dos autores do livro tenha visto Jesus pessoalmente. Portanto, o rosto de Cristo reproduzido nos livros de bronze pode muito bem ser a mais próxima descrição da face de Cristo. Já é, pelo menos, a tentativa de reprodução da face de Jesus Cristo mais antiga e feita por um contemporâneo de Jesus.

As partes escritas estão criptografadas em caracteres hebreus e gregos antigos para serem indecifráveis, segundo o jornal "Daily Mail". Uma das imagens mais impressionantes, e que julga-se ser a reprodução do rosto de Jesus, apresenta um homem jovem, na força da vitalidade, com cabelo solto e cacheado, e levando na cabeça aquilo que parece ser uma coroa de espinhos. É essa a imagem que seria a mais antiga reprodução do rosto de Cristo, feita por alguém que o conheceu ou o viu pessoalmente. A imagem tem relevo, dando a impressão tridimensional de uma cabeça humana, que um lado é apresentada pela frente e do outro por trás. Em volta dos dois lados há inscrições criptografadas, mas uma parece conter as palavras "Salvador de Israel", uma das poucas inscrições até agora decifradas.

Uma palmeira parece simbolizar a Casa de Davi (a Casa Real de Israel de quem Jesus era descendente) acompanhada por linhas que formam cruzes. Sucessivas estrelas representariam a Árvore de Jessé, ou seja, a árvore genealógica de Cristo.

A Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos sobre o Antigo Testamento, apontou que o judaísmo proíbe as imagens com feições humanas. Os livros, portanto, só poderiam ser de cristãos. David Feather, especialista em metalurgia e nos rolos do Mar Morto, propôs que amostras dos livros fossem examinadas pela Universidade de Oxford, o que aconteceu. As amostras também foram analisadas pelo Swiss National Materials Laboratory, de Dubendorf, Suíça. Os resultados dos dois laboratórios concordam que a época de fabricação dos livros metálicos remonta ao período romano, provavelmente antes do ano 70 d.C., e foram trabalhados na área do Mediterrâneo. Uma peça de couro encontrada junto com os livros metálicos foi submetida aos testes de datação de carbono, que apontaram uma idade pouco menos de 2 mil anos. Dessa maneira, viriam de uma época muito vizinha à do ministério terreno de Jesus.



Fonte: "Daily Mail", "The Telegraph e site "Ciência Confirma Igreja";
Retirada do Jornal Mensageiro da Paz, Setembro 2011
Urna de Tiago é Legítima

PERITOS FINALMENTE ADMITEM AUTENTICIDADE DE FRASE NA URNA DE TIAGO
Objeto era alvo de divergências no meio acadêmico por causa da inscrição "Tiago, filho de José e irmão de Jesus"

Durante os últimos oito anos, a urna funerária atribuída ao apóstolo Tiago, irmão de Jesus, que data do primeiro século da Era Cristã, foi alvo de divergências no meio acadêmico por causa da inscrição "Tiago, filho de José e irmão de Jesus". Especialistas se dividiam em relação à autenticidade da última parte da inscrição ("...e irmão de Jesus"), que, se considerada autêntica, provocaria mais um duro golpe no equivocado ensino mariolátrico do catolicismo romano de que Maria, mãe de Jesus, não tivera outros filhos além do Messias. As discussões se avolumaram tanto que, em janeiro de 2005, foi às raias dos tribunais, com a decisão saindo definitivamente no final de outubro próximo, quase seis anos depois: a inscrição da Urna de Tiago é totalmente autêntica, datada mesmo do primeiro século, isto é, da mesma época da urna.

O juiz Aharon Farkash, responsável pelo processo, foi quem deu o veredicto em favor da autenticidade do artefato, depois de ouvir todos os argumentos levantados pró e contra a autencidade.

A Urna de Tiago foi revelada ao mundo em 2002 pelo engenheiro judeu Oded Golan, um homem de negócios. Logo foi reconhecida a datação da urna como sendo do primeiro século. O problema era a inscrição "Tiago, filho de José e irmão de Jesus". Esses dizeres causaram alvoroço por colocar em xeque o dogma católico da virgindade perpétua de Maria.


Engenheiro e Judeu Oded Golan

Também engenheiro em Tel Aviv e colecionador de antiguidades de Israel, Golan disse que adquiriu o artefato em meados dos anos 70, de um comerciante de antiguidades de Jerusalém, por cerca de 200 dólares. Mas, em dezembro de 2004, ele foi acusado por peritos céticos de falsificar a inscrição e a Justiça local interferiu no caso, que se arrastou até outubro de 2010, quando, depois de ouvir as objeções à autenticidade, feitas inclusive por membros da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), o juiz Aharon Farkash chegou à conclusão de que a teoria da falsificação da inscrição era indefensável.


Como foi o julgamento
Nesses mais de cinco anos em que o processo tramitou nos tribunais, foram ouvidos alguns dos maiores peritos em antiguidades do mundo, com a ação se estendendo por 116 sessões, tendo sido ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos.

Durante esse período, especialistas da IAA tentaram desqualificar o ossuário, mas terminaram sendo convencidos de sua autenticidade.

Os argumentos da pesquisadora israelense Rochelle Altman, professora da Universidade Hebraica de Jerusalém, e do professor norte-americano Paul Flesher, da Universidade de Wyoming, contra a autenticidade do final da inscrição foram derrubados. Venceu a argumentação de especialistas como André Lamaire, da Universidade de Sorbonne, na França, respeitado por sua experiência em inscrições do período bíblico e que contou com a ajuda de um especialista judeu em paleografia para analisar o ossuário, desarticulando a opinão de Altman e Flesher. "Eu não encontrei a separação do texto em duas partes, como Altman aponta. Se a pessoa observar com cuidado para uma boa fotografia, verá que as letras têm a mesma forma em ambos os trechos. A evidência mencionada é realmente mais comum nos dialetos do segundo ao sétimo séculos da Era Cristã, mas isso não exclui o primeiro século. Há provas arqueológicas de que o sufixo 'wy' aparece antes do segundo século, e um dos melhores exemplos aparece exatamente em outro ossuário do primeiro século. Entendo muito bem o medo de que a inscrição seja forjada, mas o ossuário se encaixa perfeitamente no que se sabe sobre estilo, língua e artesanato da época", conclui Lamaire.

Os geólogos judeus não encontraram na inscrição indícios do uso de pigmentos ou ferramentas modernos, nem qualquer outro sinal de adulteração. A participação de peritos em testes de Carbono-14, Arqueologia, História Bíblica, Paleografia (análise do estilo da escrita da época), Geologia, Biologia e Microscopia converteu o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado. No final, Golan, que era acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por micro-organismos que envolvem os objetos antigos), foi inocentado, já que o perito judeu da própria IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos ratificaram que a pátina onde se lê "Jesus" é do primeiro século mesmo.

Com essa definição da autenticidade da inscrição, pode-se dizer agora, sem sombra de dúvida, que a comunidade científica está muito provavelmente diante da primeira menção epigráfica de Jesus de Nazaré, datada de cerca de 63 d.C.

O especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva, que também exerce o cargo de professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, afirma que o resultado era mais do que esperado pela força das evidências apresentadas já na época do anúncio da descoberta. "A Paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século. A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm 2 mil anos". Em 2009, o estudioso teve a oportunidade de segurá-la, quando o artefato já era mantido no Rockfeller Museum, em Jerusalém.

"Essa é a mais importante descoberta arqueológica do primeiro século a respeito de Jesus nos últimos mil anos. Claro que sem ela já tínhamos evidências abundantes da veracidade histórica dos Evangelhos, mas essa derruba quaisquer dúvidas que alguém incrivelmente ainda possa ter", declarou o teólogo norte-americano Norman Geisler, doutor em Teologia e Filosofia, autor de mais de 70 livros e professor de Apologética e Teologia no Seminário Evangélico Veritas. Ele é autor da obra Teologia Sistemática, lançada recentemente pela CPAD.


Especialistas europeus confirmaram a autenticidade da inscrição do ossuário, rachado no transporte de Israel ao Museu Real de Ontário, no Canadá

Além da Bíblia Sagrada, outras referências históricas a respeito de Jesus estão no clássico do primeiro século da Era Cristã História dos Hebreus, do judeu Flávio Josefo (contemporâneo dos apóstolos Paulo, Pedro, Tiago e João), publicada no Brasil pela CPAD, e também em outros registros de escritores pagãos. Entre esses pagãos, o primeiro a fazer menção ao nazareno foi Talo, o Samaritano, em sua obra Crônica, que os estudiosos acreditam ter sido escrita originalmente em 50 d.C.. O segundo foi Tácito, que viveu entre os anos 55 e 117 d.C., e que, ao escrever sobre o incêndio em Roma, ocorrido em 64 d.C., cuja responsabilidade pela tragédia foi atribuída aos cristãos pelo imperador Nero, revela detalhes anotados nos Evangelhos sobre a vida de Cristo e a existência de cristãos na alta sociedade romana, o que ratifica também o testemunho do apóstolo Paulo, que menciona em sua carta aos Filipenses a existência dos "santos na casa de César" (Fp 4.22).

O escritor latino Suetônio, em sua obra "Vida de Cláudio", escrita originalmente no primeiro século, cita a repercussão em Roma das atividades de Jesus na Judéia, só que erra a grafia referente ao Messias, chamando-o de "Cresto" em vez de "Cristo". Plínio, o Jovem, que viveu de 62 d.C. a 114 d.C., ao consultar o imperador Trajano sobre que tratamento seria dispensado aos cristãos da Bitínia, cita várias vezes o nome de Cristo como um personagem histórico. Não menos importante, o Talmud babilônico, que remonta o 4o século, menciona Jeshu há-Nostri (Jesus de Nazaré), seus discípulos e até a sua morte durante a Páscoa.


Evidências de que a urna é do irmão de Jesus
É bom lembrar que nunca houve entre os especialistas dúvida quanto à autenticidade histórica da urna, mas apenas quanto à autenticidade de apenas um trecho da inscrição, e que é justamente a dúvida que caiu por terra agora.

Quanto à autenticidade histórica da urna, ela foi facilmente constatada porque, em primeiro lugar, a Arqueologia revela que câmaras mortuárias como a que foi descoberta eram utilizadas geralmente por famílias judias no período entre 20 a.C. e 70 d.C., a fim de depositar os restos mortais dos entes queridos. O historiador Flávio Josefo (37-100 d.C), que foi contemporâneo do apóstolo Tiago, irmão de Jesus, confirma a informação. E em segundo lugar, durante o processo de análise da urna em 2002, foram realizados testes geológicos e paleográficos cujos resultados mostraram que o achado tinha mais de 19 séculos e era feito de calcário da região de Jerusalém. As investigações sobre a autenticidade da urna, que pesa 25 quilos e mede 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura, foram conduzidas à época por renomados cientistas da Geological Survey of Israel. Os geólogos do governo israelense analisaram a caixa em setembro de 2002 e concluíram que ela remonta o ano 63 d.C., exatamente a mesma data da morte de Tiago.

André Lamaire destaca que a probabilidade de o Tiago do ossuário ser o irmão de Jesus é imensa, porque, segundo ele, das centenas de ossuários do mesmo período encontrados com inscrição em aramaico, apenas dois continham menção a irmãos. Por essa razão, os estudiosos acreditam que o irmão só era citado se fosse alguém importante. "Tiago (Ya'akov), José (Yosef) e Jesus (Yeshua) eram nomes comuns na antiga Jerusalém. Mas, naquela época e lugar, das cerca de 40 mil pessoas que ali habitavam, estima-se que só podem ter existido em torno de 20 Tiagos com irmãos chamados Jesus e filhos de um José. E é improvável que tenha havido mais de um Tiago com um irmão importante o bastante para ser mencionado no ossuário", argumentou o cientista, acrescentando: "É muito provável que este seja o ossuário do Tiago do Novo Testamento".

John Noble Wilford, em matéria sobre o ossuário de Tiago para o jornal The New York Times, já destacava em 2002 a força irresistível dessa argumentação. "O Tiago da urna poderia ter sido qualquer um, mas a continuação da inscrição diminui tremendamente as possibilidades. Primeiro, porque, seguindo uma prática da época, seu pai está identificado e, no caso, é um José. Raro, no entanto, seria o nome de um irmão do morto ser acrescentado à inscrição, salvo se o irmão fosse alguém proeminente. O apóstolo Tiago pode ter desejado proclamar pela última vez seu parentesco com Jesus".

Wilford ainda lembra que "a probabilidade estatística de os três nomes ocorrerem nessa combinação específica é mínima. Provavelmente, ao longo de duas gerações do primeiro século em Jerusalém, não mais do que 20 pessoas poderiam se identificar como 'Tiago, filho de José e irmão de Jesus' e poucos destes seriam enterrados em um ossuário com inscrições".

Agora, com a confirmação da autenticidade da inscrição da urna, ficou ainda mais comprometido o dogma da virgindade perpétua de Maria, proclamado pelas lideranças eclesiásticas da Igreja Católica Romana desde 431 d.C., e estabelecido nos anos de 1125, 1311 e 1854. Segundo a Palavra de Deus, esse ensino é falso (Mt 12.46, 13.55-56; Mc 3.31; Lc 8.19; Jo 7.3,5,10; At 1.14; 1Co 9.5 e Gl 1.19). A interpretação forçada dos romanistas de que a expressão traduzida em algumas dessas passagens como "irmãos" no original é extensiva a primos não se sustenta diante de passagens como Mateus 1.25 e Lucas 1.36. Sobre o relacionamento entre Maria e José, o apóstolo Mateus diz o seguinte: "Porém não a conheceu, enquanto não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus". Note o "enquanto", que sugere que, depois de Maria dar à luz Jesus, passou naturalmente a relacionar-se sexualmente com seu marido. E o doutor Lucas, por sua vez, utiliza o termo próprio para referir-se a primos quando menciona Isabel, prima de Maria, enquanto que, em outra passagem do mesmo livro, o termo que ele utiliza no original grego para se referir aos irmãos de Jesus é diferente. O escritor distinguiu bem as expresões.

Agora, diante da confirmação da autenticidade da Urna de Tiago, a Igreja Católica Romana está adotando a crença da Igreja Ortodoxa de que José teve outros filhos de outro casamento anterior ao casamento com Maria, de maneira que Tiago e os demais irmãos de Jesus teriam sido seus meio-irmãos por parte de pai, e não filhos de Maria. O que não se faz para manter intacto um dogma mesmo quando ele se choca frontalmente com o relato bíblico, não é mesmo?

Quem quiser conhecer "in loco" o ossuário de Tiago, avaliado em 2 milhões de dólares, ele está em exposição no Royal Ontario Museum, no Canadá, desde 2002.